Obama adviser compares Putin to Hitler, por Kate Connoly, no guardian.co.uk:
The former US national security adviser, Zbigniew Brzezinski, has
called on the world community to isolate Russia in protest over its
campaign in the Caucasus, likening its tactics to those of “Hitler or
Stalin”.Brzezinski, who was the national security adviser under
President Jimmy Carter from 1977 to 1981, and is now an occasional
adviser to the Democratic presidential candidate Barack Obama, said the
Russian prime minister, Vladimir Putin, was “following a course that is
horrifyingly similar to that taken by Stalin and Hitler in the 1930s”.He
said that Putin’s “justification” for splitting up Georgia - because of
the Russian citizens living in South Ossetia - could be compared to
when Hitler used the alleged suffering of ethnic Germans in the
Sudetenland as a pretext for annexing Czechoslovakia in 1938.In
an interview with the conservative German daily Die Welt, he said even
more striking were the parallels between Putin’s strategy against
Georgia and Stalin’s invasion of Finland in 1939, describing both as
“the undermining of the sovereignty of a small, democratic neighbouring
state through the use of violence”. He added: “Georgia is to an extent
the Finland of today, both morally and strategically.”(…)
“If Georgia no longer has its sovereignty it means not only that the
west is cut off from the Caspian Sea and Central Asia, but we can also
assume that Putin will exercise a similar strategy against Ukraine if
he faces resistance. He’s already publicly voiced threats against
Ukraine.”“If Russia continues on this path it has to be isolated
by the international community,” he said, including economic sanctions
on which all alliances from the European Union to Nato would have to
take a joint stand.
Robert Parry, da Consortiumnews.com publicou ontem um artigo em que revela o súbito e até aqui ignorado amor dos neoconservadores e falcões pelas leis internacionais:
Apparently, context is everything. So, the United States attacking
Grenada or Nicaragua or Panama or Iraq or Serbia is justified even if
the reasons sometimes don’t hold water or don’t hold up before the
United Nations, The Hague or other institutions of international law.
However, when Russia attacks Georgia in a border dispute over Georgia’s
determination to throttle secession movements in two semi-autonomous
regions, everyone must agree that Georgia’s sovereignty is sacrosanct
and Russia must be condemned.
U.S. newspapers, such as the New York
Times, see nothing risible about publishing a statement from President
George W. Bush declaring that “Georgia is a sovereign nation and its
territorial integrity must be respected.”
No
one points out that Bush should have zero standing enunciating such a
principle. Iraq also was a sovereign nation, but Bush invaded it under
false pretenses, demolished its army, overthrew its government and then
conducted a lengthy military occupation resulting in hundreds of
thousands of deaths.
(…)
When asked questions about international law, Bush would joke: “International law? I better call my lawyer.”
The
neocons’ contempt for international law goes back even further – to the
1980s and the illegal contra war against Nicaragua and the invasion of
Panama. Only in the last few days have the neocons discovered an
appreciation for multilateral institutions and the principles of
non-intervention.
(…)
Bush has applied these legal principles a
la carte for years (for instance, ignoring the Geneva Conventions when
he chooses), and many longer-serving U.S. officials have viewed events
through the lens of American exceptionalism for decades.
For
instance, even as the Reagan administration condemned terrorism in the
1980s, it secretly armed the Nicaraguan contras who engaged in acts of
terrorism inside Nicaragua. In 1990, when President George H.W. Bush
denounced Iraq’s invasion of Kuwait, everyone conveniently forgot that
he had invaded Panama in 1989.
It
has been as if the rules moved on separate tracks, one set for the
United States and one set for everyone else – and it was impolite to
notice.
- A Path to Peace in the Caucasus, por Mikhail Gorbachev
- Paralelo 42, por Luís Raínha
- A coutada do novo czar, por Pedro Correia
- Gori, por João Marques de Almeida
Com o fim da União Soviética e a queda do muro abriu-se uma nova era na história (e não foi o fim da história, como imediatamente se tornou evidente).
Claro que só os mais ingénuos poderiam acreditar que essa nova era seria de uma maior cooperação entre os Estados, em particular na Europa, no sentido da paz e do desenvolvimento. Cedo se viu que, com a Rússia grandemente enfraquecida, era a ocasião de aproveitar e ocupar o vazio deixado pela URSS. Só que essa ocupação não deveria apenas apoiar os vários Estados na sua democratização e desenvolvimento, mas tinha (tem) um objectivo estratégico muito mais importante: condicionar o desenvolvimento da Rússia, “comprando” os vários nacionalismos nas suas fronteiras (com dinheiro, com apoios políticos e com apoio militar, que vai mesmo ao ponto de instalar bases militares ou rampas de mísseis em alguns deles), desde os Balcãs, passando pelo Cáucaso, até algumas repúblicas da Ásia Central.
A primeira amostra foram as guerras balcânicas dos anos 90, em que os nacionalismos encabeçados pelos ex-comunistas das várias repúblicas ioguslavas foram incentivados e reconhecidos pelos Estados Unidos e alguns países da União Europeia (com a pioneira Alemanha a acender o rastilho com o reconhecimento da Croácia), e com a Rússia a apoiar a Sérvia. Ali não havia santos (ou pelo menos os que havia não tinham o poder), mas logo se fez a distinção entre os “nossos” e os “outros”, com a Sérvia a encabeçar estes últimos. Às atrocidades de parte a parte que se seguiram, a resposta do Ocidente foi a de aplicar a justiça dos vencedores (perseguindo, justamente, mas ainda não punindo, os chefes dos “outros”, mas esquecendo ou perdoando os “nossos” facínoras, como o ex-presidente croata Franjo Tudjman e muitos outros, croatas, bósnios e albaneses. A manta de retalhos que é hoje a Bósnia-Herzegovina, actualmente em paz relativa, apenas aguarda melhor altura para voltar a explodir. Apoiou-se a secessão do Montenegro, felizmente sem grandes confrontações. No Kosovo começou-se por amplificar as notícias dos confrontos (leiam-se hoje os relatórios da altura da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), para se fazer um ultimato humilhante à Sérvia em Rambouillet, e de seguida se atacar a Sérvia, então sim provocando-se um enorme êxodo de kosovares-albaneses para a Albânia, e de kosovares-sérvios para a Sérvia. O resultado foi, na prática, a limpeza étnica do Kosovo, ficando os sérvios reduzidos a uma percentagem ínfima que se vai reduzindo. E já este ano o Kosovo, que segundo as leis internacionais é parte da Sérvia, declarou a independência, logo reconhecida sem pruridos pelos Estados Unidos, França e Alemanha, e abrindo um precedente que poderá ser reivindicado (segundo algumas estimativas) por cerca de 200 ou mais regiões em todo o mundo.
Duas dessas regiões (mas há muitas mais nos despojos da ex-União Soviética) são a Ossetia do Sul e a Abkhazia, dentro das fronteiras da Geórgia mas com população na sua maioria russa. E sabe-se como o Cáucaso é geoestrategicamente importante nos jogos pouco florais do comércio petrolífero.
Não sei quem começou o presente conflito na Geórgia (e pelo que vejo nos media portugueses e internacionais, ninguém parece saber muito bem). Mesmo quando os media entrevistam as populações deslocadas, já vi a atribuição de culpas quer à Rússia quer à Geórgia. Mas o ocidente já decidiu pela aplicação de uma regra simples: se mete a Rússia, foi a Rússia.
Nas primeiras reportagens aparecidas nos media sobre o conflito ainda se podiam ver e ouvir opiniões contraditórias. Numa delas, uma mulher que fugiu dos bombardeamentos com os filhos para a Ossetia do Norte (em território da Federação Russa) dizia: eu sou georgiana, como vou explicar aos meus filhos que viram o exército e a aviação da Geórgia a bombardear a nossa casa?
Vai uma aposta que reportagens dessas já não passam nos mainstream media?
Pedro Correia escreve no Corta-fitas:
Os donos do mundo - Corta-fitas
Os donos do mundo
Fizeram voz grossa, exibiram músculo verbal, mas afinal lá vão quase todos eles ao beija-mão à oligarquia chinesa - de Bush a Sarkozy. Ao menos alguns, como Putin e Lula, nem se deram ao incómodo de aludir aos direitos humanos: sempre evitam desgastar-se em inúteis exercícios de hipocrisia.
Excepção a assinalar: Angela Merkel mandou dizer que não iria a Pequim por se encontrar de férias.
Merece uma vénia. Ela e só ela.
Com o devido respeito, não lhe concedo a vénia. Uns foram hipócritas, outros cínicos, e que nome se dá a quem não vai porque se encontra de férias? Se foi esse o motivo, porque raio lhe hei-de fazer uma vénia?
Secos & Molhados 1973
Ney Mattogrosso com os Secos e Molhados cantando o poema de Vinícius de Moraes.
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Este post da Fernanda Câncio (que assino por baixo) aborda alguns aspectos da (aparentemente) universal instituição da gorjeta que também sempre me fizeram alguma comichão confusão.
cinco dias » qualquer coisinha
Scott Ritter, antigo major dos Marines e membro do corpo de inspectores das Nações Unidas no Iraque, conta mais uma vez como foi fabricada a monumental fraude que levou à tragédia que se tem vivido nos últimos anos naquele país.E realça o que talvez seja o aspecto mais importante, para quem deposite demasiadas ilusões nas próximas eleições presidenciais americanas: não é uma questão de democratas ou de republicanos, as mentiras e o clima belicista foram sendo desenvolvidos ao longo dos anos 90.
A congressista democrática pela Califórnia, Barbara Lee, para além de tornar obsoletos os dois temas mais debatidos (mesmo que por baixo da mesa) nas primárias democráticas (a raça e o género), não tem medo das palavras.
Começa hoje a ser posto à venda nos Estados Unidos o livro “What Happened: Inside the Bush White House and Washington’s Culture of Deception” de Scott McClellan, secretário de imprensa da Casa Branca no período crucial de 2003 a 2006.
Pelo que já transpirou do seu conteúdo, grande parte do que lá vem já tinha sido denunciado por quem quer que estivesse minimamente atento e informado sobre o que se passa no mundo. Mas agora (e outros surgirão) vem de quem viveu de perto e conviveu com o grupo de gangsters que tomou de assalto a administração americana nestes oito anos.
Com o desaparecimento de mais um dos seus pioneiros, o rock fica mais pobre.
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Uma entrevista da DemocracyNow.org a John Perkins, autor de “Confessions of an Economic Hit Man”, ex-funcionário da National Security Agency e de outras “agências” cujo trabalho secreto é abrir caminho ao domínio americano da economia (e da política) de outros países.Neste excerto da entrevista são sobretudo citados casos latino-americanos, sendo especialmente esclarecedor o de Omar Torrijos, cujo crime era a pretensão de nacionalizar o canal do Panamá.
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A senior Republican accuses the Democratic party of wanting to turn America ‘into France’. Quelle horreur!
O miserável que ainda preside aos Estados Unidos continua a mostrar ao mundo que nos seus mandatos não houve erros: ele e a quadrilha que o rodeia são mesmo do piorio.
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- Pat Metheny Group – Part Two
- Billie Holiday – Them There Eyes
- Glenn Miller – My reverie
- Kari Bremnes – Det sandeste
- Bill Evans – Five (Theme) (Live)
- Miles Davis – I'll Remember April
- Jamie Cullum – Blame It on My Youth
- Oscar Peterson Trio – I Got It Bad (And That Ain't Good)
- Wayne Shorter – Witch Hunt
- Chet Baker – Let's Get Lost








